Tamara Crespin é filha de Luciana, que é filha de Dora, que é filha de Trena — que nasceu no shtetl de Lódz, mas morou no Bom Retiro. Com a ambição de transformar sempre a vida em prática estética, pesquisa as intersecções entre arte e literatura contemporânea, performance, poesia, cultura material, estudos urbanos e estudos judaicos. Compreende a judeidade como parte intrínseca de suas produções e a diáspora como lugar de possibilidade.
É curadora e programadora cultural da Sala Projetos, espaço independente de encontro e performance no Bom Retiro, na cidade de São Paulo. Gere e produz pesquisas nas intersecções entre cidade, arte, arquitetura e judaísmo e escreve sobre arte e cultura judaica para AJLA (Arte judío latino-americano). Em 2025, publicou a plaquete de poesias Nas estações do metrô com a Lapes Edições do Laboratório de Práticas de Escrita da Unifesp.
Sua formação acadêmica inclui aluna-especial no Programa de Pós-graduação em Letras Modernas e Tradução da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo e vinculada ao Centro de Estudos Judaicos, e graduação em Arquitetura e Urbanismo pela Associação Escola da Cidade, com período sanduíche (2022) na Universidad Nacional Autónoma de México, na Cidade do México. É autora da tese de conclusão de curso Perspectivas judaico-diaspóricas sobre o lugar, uma investigação ensaísta, poética e literária que busca definir o "lugar judaico", ainda que partindo da ausência de um. Entre 2021 e 2022, realizou a iniciação científica A escrita da cidade: metodologias, apropriações e traduções do urbano, com bolsa-fomento pela Escola da Cidade.
Colaborou com o desenvolvimento da identidade visual do ERUV 2025, a festa de bairro da Casa do Povo; é gestora de projetos em memória e identidade judaica no Instituto Brasil-Israel e na Congregação Israelita Paulista; trabalhou como designer e assistente de comunicação na Escola da Cidade; revisora e preparadora de textos para a revista Prática Urbana; assistente de ilustração e diagramação dos livros Eugênio e A senhora da casa azul com o ilustrador Juão Vaz, ambos publicados pela editora Peirópolis; assistente de editorial, tradutora e revisora de textos para a revista de arte contemporânea Terremoto Magazine e designer para o selo de arte Temblores Publicaciones, ambos sediados na Cidade do México, México.
Já publicou ensaios e textos em revistas como AJLA (Arte judío latino-americano), Cadernos de Pesquisa (Escola da Cidade), Nossa Voz (Casa do Povo), Times of Israel, Instituto Brasil-Israel, Archdaily, revista Móbile (CAU-SP), revista Prática Urbana, revista Empena. Teve trabalhos premiados no Museu da Casa Brasileira, e trabalho de assistência curatorial no Museu Judaico de São Paulo.
Atualmente é coordenadora de desenvolvimento institucional do Hineni, a frente de inclusão LGBT+ da comunidade judaica de São Paulo e idealizadora do Shabat Clube, clube social de encontros voltados a pessoas LGBT+ da comunidade judaica, e produtora e coordenadora de comunicação do Bloco Klezmer. Coordenou os laboratórios de pesquisa Experiências judaicas no Brasil e Ser judeu no Brasil com o IBI no Campus, braço acadêmico do Instituto Brasil-Israel e também atua como gestora, produtora e programadora de projetos culturais, pesquisadora e curadora independente, produtora gráfica e designer, com projetos editoriais e identidade visual voltados a instituições culturais, projetos e publicações independentes.